Agenda
A melhor e mais fiel Câmara fotográfica é o olho humano. Os olhos, que são também janela da Alma, recolhem e retêm as imagens e emprestam-lhes o sentido, a emoção e a vivência de quem os usa. Fotografar é um ato de amor, olhar para um tema proposto à luz dos nossos olhos é um ritual de observação muito profundo e também uma enorme responsabilidade. Propomos o tema Luz e Sombra, para que nos levem a viajar na vossa criatividade e visão fotográfica.
Teresa Appleton está de volta ao convento para dinamizar mais uma edição da Oficina de Música para Todos: Música de Liberdade. Esta iniciativa promove o desenvolvimento de competências musicais e vocais através do canto coral, e também a demisitificação de que a música não é para todos e de que é impossível começar na idade adulta.
Como se integrava a música na vivência religiosa e social medieval e renascentista? Esta primeira sessão convida-nos a percorrer os caminhos da música neste período histórico, explorando como o canto estruturava a prática religiosa nos mosteiros. Através da escuta de exemplos musicais, procuraremos compreender de que modo os monges estavam ativamente envolvidos com a prática musical, que integrava diariamente as suas vidas litúrgicas.
O que acontece quando o Tempo se transforma em arte? Pode o tempo ser desenhado, cantado ou tocado? E se os sons pudessem transformar-se em linhas, cores e formas?
Nesta oficina, crianças dos 6 aos 10 anos são convidadas a escutar com atenção e a deixar que a música guie o movimento da mão. Entre ritmos, melodias e pequenas surpresas sonoras, surgem desenhos e pinturas que nascem diretamente da imaginação e da escuta. À medida que a música acontece, o traço acompanha-a, prolongando-se no papel como uma continuidade do som.
Partindo dos documentos autobiográficos de Luiza Andaluz, propomos a criação de uma peça para violoncelo barroco e voz intitulada 'Pode começar a obra' (expressão que o bispo utilizou ao autorizar o início da Congregação das Servas de Nossa Senhora de Fátima).
Explora-se a ideia de começo e de anunciação, convocando a figura do Anjo, que percorre as Sonatas do Rosário de Ignaz Franz von Biber.
Num ciclo dedicado ao tempo, revisitar obras associadas a um período histórico específico implica um duplo gesto: recuperar a memória — continuamente repensada e vivida — e olhar o presente com outro olhar. Ao interpretar hoje as Canções Heróicas de Fernando Lopes-Graça, fazemos coexistir estes dois tempos, que ultimamente parecem estar cada vez mais próximos. Permitir que estas canções perdurem e nos toquem é, ainda hoje, um ato artístico e um ato de resistência.

